Unidade instalada em Serra do Salitre, em Minas Gerais, entrará em operação dia 13 de março e deve produzir 500 mil toneladas por ano
Por Isadora Camargo — São Paulo
A Eurochem vai colocar em operação a partir do próximo dia 13 de março o complexo de produção de fertilizantes fosfatados da Serra do Salitre, em Minas Gerais. Esse é o maior projeto do grupo Eurochem, subsidiária da AIM Capital, controlada da Linetrust PTC, fora do continente europeu e demandou investimentos de US$ 1 bilhão.
A projeção é que a unidade irá produzir 500 mil toneladas de fertilizantes acabados em 2024, contribuindo para reduzir a dependência do Brasil das importações do insumo. Quando a unidade estiver com capacidade plena esse volume passará a ser 1 milhão de fertilizantes fosfatados, o que deve acontecer em 2025.
Com o início das operações na Serra do Salitre, o volume total de entregas de fertilizantes no Brasil pela Eurochem este ano deverá chegar a 7,5 milhões de toneladas, disse o presidente para a América do Sul, Gustavo Horbach, à reportagem. Esse volume é 1 milhão de toneladas superior ao de 2023 e considera os resultados da Serra do Salitre, e das fábricas da Fertilizantes Tocantins e da Heringer — as duas últimas adquiridas pela Eurochem em 2016 e 2021, respectivamente.
A área da fábrica da Serra do Salitre que produzirá o adubo pronto para comercialização está em teste desde janeiro, um mês depois da concessão da licença de operação pelo Conselho Estadual de Política Ambiental de Minas Gerais.
Já as obras da planta de granulação de adubos estão em sua fase final. Os espaços de produção de ácidos sulfúrico e fosfórico, matérias-primas de fertilizantes, já estão finalizados.
Para Horbach, a unidade tem potencial para ser a mais importante da empresa fora da Suíça e da Rússia. “A planta permite ter competitividade no Brasil e driblará problemas logísticos. Por haver uma redução de custo com importação de produtos potássicos, teremos mais competitividade no país”, disse o executivo.
Com o complexo industrial da Serra do Salitre funcionando, a Eurochem estima que a dependência do Brasil da importação de fertilizantes deve cair 15%. Segundo Horbach, o fato de a companhia ser a dona do ativo industrial permite definir e controlar preços, aumentando a participação da Eurcohem no mercado brasileiro.