Enquanto marcas utilizam humor ácido para atrair clientes, pesquisa aponta que 53% dos brasileiros ainda defendem a convocação do craque para o Mundial de 2026.

O clima para o Mundial de 2026 já começou a movimentar o comércio e as conversas, mas o pontapé inicial veio de uma provocação publicitária. O Burger King lançou uma campanha comparando o preço de seus produtos ao das figurinhas da Copa, ironizando a ausência de Neymar no álbum oficial. A ação ocorre em um momento crucial: embora o jogador enfrente desafios físicos e tenha atuado apenas sete vezes no Al Hilal após grave lesão, a maioria dos brasileiros (53%), segundo o Datafolha, deseja vê-lo na lista final do técnico Carlo Ancelotti, prevista para 18 de maio.
A Estratégia do “Frango vs. Figurinha”
A rede de fast-food utilizou seu histórico de irreverência para questionar o custo-benefício do consumidor. Com a frase “soltei e saí correndo”, a marca comparou o preço de um pacote de figurinhas (R$ 7,00) ao de sua porção de frango, destacando que o atacante não foi incluído no álbum oficial do torneio. O álbum deste ano será o maior da história, com 980 cromos, e tem lançamento previsto para o dia 1º de maio.
O Sentimento do Torcedor e a Realidade dos Fatos
Apesar das críticas à condição física do atleta que marcou apenas um gol em um ano e cinco meses no clube saudita, o apoio popular cresceu. Os dados do Datafolha indicam que 34% são contrários à convocação, enquanto a maioria aposta no talento do principal nome do futebol brasileiro da última década. Este debate impacta diretamente o engajamento da comunidade e a forma como as pessoas consomem produtos ligados ao esporte.