Mulher de 63 anos é indiciada após aplicar calotes sequenciais em estabelecimentos estéticos; tática do falso pagamento via Pix preocupa prestadores de serviço locais.

Uma mulher de 63 anos foi indiciada duas vezes pelo crime de estelionato na última segunda-feira (24) após aplicar golpes sequenciais em salões de beleza em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. A investigada realizava diversos procedimentos estéticos, prometia quitar as dívidas via transferência Pix, mas deixava os locais sem efetuar o pagamento e bloqueava as vítimas em seguida. A prática acende o alerta para empresários e prestadores de serviço do setor de beleza e comércio de Patrocínio, que utilizam frequentemente a modalidade de pagamento instantâneo no dia a dia.
O esquema do falso Pix e a simulação de mal-estar
De acordo com o inquérito conduzido pela Polícia Civil de Minas Gerais, a suspeita frequentava estabelecimentos comerciais localizados na região central e no bairro Jardim Panorâmico. Após passar por sessões completas de cuidados estéticos o chamado “dia de princesa”, ela alegava aos proprietários que faria o envio do dinheiro por meio do Pix.
Para consumar a fraude e deixar o recinto sem honrar o compromisso financeiro, a mulher adotava táticas de distração. Em um dos casos registrados na investigação, ela chegou a simular um mal-estar físico repentino para abandonar o local às pressas antes da conferência do saldo na conta bancária do estabelecimento.
Logo após sair dos locais, a suspeita bloqueava os números de telefone e os perfis das proprietárias nas redes sociais. O prejuízo total contabilizado pelas vítimas atingiu o valor de R$ 855.
Em depoimento prestado à autoridade policial, a mulher confessou os atos e admitiu que não possuía recursos financeiros para custear os serviços no momento em que deu entrada nos salões. Com o encerramento do inquérito policial, o caso foi remetido ao Poder Judiciário. A Polícia Civil e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) foram consultados sobre o envio do processo e a manutenção da custódia da investigada.
Riscos da modalidade Pix no comércio e precauções necessárias
O crime de estelionato é definido pela legislação brasileira como a conduta de induzir ou manter alguém em erro, mediante artifício ou fraude, para obter vantagem ilícita e causar prejuízo patrimonial.
A proliferação de golpes associados às chaves Pix que incluem o agendamento de transferências cancelado posteriormente ou o envio de comprovantes falsificados reforça a necessidade de rigor operacional por parte das equipes de atendimento do setor de comércio e serviços.
Fonte: g1