Aquipta (atogepanto) é indicado para adultos que apresentam pelo menos quatro episódios de enxaqueca por mês e atua na prevenção das crises.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Aquipta (atogepanto), um medicamento oral voltado para a prevenção de crises de enxaqueca em adultos. Indicado para pacientes que sofrem com pelo menos quatro episódios da doença por mês, o fármaco atua no bloqueio de uma via específica envolvida na transmissão das dores. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) após solicitação do laboratório ABBVIE Farmacêutica, trazendo uma nova perspectiva para quem convive com dores de cabeça incapacitantes.
Mecanismo inovador e redução de crises
Diferente de terapias convencionais utilizadas até então no país que em muitos casos não atuam diretamente nos mecanismos fisiopatológicos da doença, o atogepanto age na causa da dor. De acordo com os dados apresentados à Anvisa, os estudos clínicos demonstraram que o uso contínuo da substância é capaz de reduzir significativamente a quantidade de dias no mês em que o paciente apresenta sintomas.
A enxaqueca é uma condição neurológica caracterizada por dores de cabeça recorrentes, com intensidade de moderada a grave. As crises costumam ser acompanhadas por náuseas, vômitos e extrema sensibilidade à luz e ao som, impactando diretamente as atividades diárias de cerca de 15% da população mundial.
Disponibilidade no mercado nacional
Por se tratar de um medicamento de uso oral e específico para a profilaxia (prevenção), a chegada do Aquipta ao mercado brasileiro oferece uma alternativa prática para pacientes que não obtiveram sucesso com outros tratamentos preventivos. A distribuição na rede de farmácias deve seguir o cronograma do laboratório produtor e os trâmites de precificação dos órgãos reguladores.
Fonte: Agência Brasil
O preço oficial do Aquipta (atogepanto) no Brasil ainda não foi definido, pois o medicamento aguarda análise da CMED. No exterior, uma caixa com 28 comprimidos de 60 mg custa cerca de €160 a €255. A expectativa é que o tratamento tenha custo elevado no país considerando a faixa de €160 a €255 informada no texto e a cotação do euro de aproximadamente R$ 5,94 em 10 de setembro de 2026, o valor convertido fica entre R$ 950 e R$ 1.515.