A cúpula nacional do Republicanos manteve a decisão de retirar o nome do senador Cleitinho Azevedo da corrida ao Governo de Minas.

A direção nacional do Republicanos comunicará oficialmente ao senador Cleitinho Azevedo (MG), em reunião nesta quinta-feira em São Paulo, que a decisão de vetar sua candidatura ao Governo de Minas Gerais está mantida e não será revista. A medida foi tomada após articulações da cúpula partidária, liderada pelo presidente da sigla Marcos Pereira, para consolidar uma aliança com o PL e a federação União-PP em apoio ao ex-secretário da Casa Civil Marcelo Aro (PP) na disputa pelo Palácio Tiradentes. Senador irá se encontrar com Marcos Pereira na noite desta quinta-feira.
Acomodação política e oferta de vice
Apesar das manifestações públicas do senador em Divinópolis e de apelos para manter o projeto majoritário, os dirigentes do Republicanos descartam reabrir as negociações sobre a candidatura própria. O objetivo do encontro em São Paulo é conter um rompimento definitivo com a família Azevedo e construir uma saída negociada.
Para compensar o recuo exigido, a direção da legenda pretende oferecer ao senador a indicação do candidato a vice na chapa encabeçada por Marcelo Aro. Entre as alternativas debatidas estão:
- O ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão;
- O ex-prefeito de Divinópolis e irmão do parlamentar, Gleidson Azevedo.
Outra proposta em análise nos bastidores é garantir a Gleidson uma vaga na disputa pelo Senado na mesma coligação majoritária.
Tensão entre aliados e bastidores da decisão
A crise interna ganhou contornos mais severos após Gleidson Azevedo publicar um vídeo sugerindo a desistência de sua postulação à Câmara dos Deputados em protesto contra o veto ao irmão. Na avaliação reservada de dirigentes do Republicanos, o ambiente permanece delicado, uma vez que o senador manifestou insatisfação com a mudança abrupta nas tratativas estaduais.
Por outro lado, integrantes da cúpula argumentam que a demora e a sucessão de sinais contraditórios por parte de Cleitinho inviabilizaram a construção das alianças estaduais em tempo hábil. O estopim para a consolidação do novo arranjo ocorreu durante reunião com lideranças do PL incluindo o senador Rogério Marinho (RN) e o presidente estadual do partido, Zé Vitor, ocasião em que se selou o apoio ao nome do PP.
Fonte: O GLOBO