Ruptura de acordo preliminar e novos ataques na madrugada deixam a comunidade internacional em alerta máximo para o risco de escalada na guerra.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou oficialmente nesta quarta-feira (8) o fim do acordo de paz preliminar firmado com o Irã em junho. Durante uma coletiva de imprensa realizada em Ancara, capital da Turquia, antes da cúpula da Otan, o líder norte-americano afirmou que não pretende mais manter diálogos com Teerã, classificando a liderança do país asiático como “violenta” e as negociações como “perda de tempo”. A decisão ocorre em meio a uma nova escalada de agressões militares bilaterais e gerou forte reação imediata nos mercados financeiros mundiais, com o preço do petróleo saltando mais de 5%.
Nova onda de bombardeios e ameaças de corte de energia
A quebra diplomática foi precipitada por uma nova rodada de ataques entre as duas nações ocorrida entre a terça-feira e a madrugada desta quarta-feira. O Exército dos Estados Unidos realizou bombardeios contra diversos alvos no sul do Irã, justificando a ação como resposta a supostos ataques iranianos a três navios comerciais no Estreito de Ormuz uma das principais vias marítimas do comércio global de petróleo.
Pouco antes de uma reunião bilateral com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, Trump emitiu um aviso formal à imprensa sobre a iminência de uma nova ofensiva programada para a noite desta quarta-feira. O presidente americano sinalizou que, se necessário, as forças armadas poderão atingir infraestruturas críticas, como o sistema de energia elétrica e estações de tratamento de água em território iraniano.
Retaliação iraniana atinge bases dos EUA no Golfo Pérsico
Em resposta aos ataques no sul de seu território, o governo do Irã classificou a ação de Washington como uma “clara violação” das tratativas de cessar-fogo e lançou mísseis retaliatórios na madrugada desta quarta-feira. Os alvos foram bases militares norte-americanas localizadas no Bahrein sede da 5ª Frota da Marinha dos EUA e no Kuwait, que atua como quartel-general do Exército dos EUA na região.
Até o momento, os governos do Bahrein e do Kuwait acionaram alertas de mísseis para a proteção de suas populações civis. O governo iraniano ainda não havia emitido um pronunciamento público oficial sobre a declaração de Trump a respeito do encerramento definitivo do acordo de paz até a última atualização desta reportagem.
Fonte: G1