O ex-governador e pré-candidato à Presidência reagiu duramente às ironias do ministro Gilmar Mendes sobre seu sotaque mineiro.

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), subiu o tom nesta quinta-feira (23) ao rebater declarações do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado havia ironizado o sotaque de Zema, referindo-se a ele como um “dialeto próximo ao português”. Em vídeo publicado em suas redes sociais, Zema defendeu a identidade mineira.
A polêmica teve início após entrevista de Gilmar Mendes ao Jornal da Record, na qual o ministro questionou a compreensão das falas de Zema, sugerindo que o teor das declarações do político deveria ser examinado pelas autoridades “na medida do que for compreensível”. A fala foi interpretada por aliados do mineiro como um ataque direto à cultura do estado.
Em sua resposta, Zema foi assertivo ao associar seu modo de falar à simplicidade do povo brasileiro. “Sabe por que você não entende o que eu falo, ministro Gilmar? Porque o linguajar de brasileiro simples como eu é diferente do português esnobe dos intocáveis de Brasília”, disparou o ex-governador.
Para além da questão linguística, Zema aproveitou o “troco” para questionar a conduta ética dos membros do Judiciário na capital federal. O político afirmou que o verdadeiro problema não reside na compreensão das palavras, mas sim no comportamento dos magistrados.
“O verdadeiro problema é que você e seus colegas perderam a noção dos limites entre o público e o privado, entre o certo e o errado, entre o bem e o mal”, completou Zema.
Defesa da Identidade Regional
A reação de Zema busca consolidar sua imagem como um representante autêntico do interior, em contraste com a elite política e judiciária de Brasília. Ao defender o “mineirês”, o pré-candidato dialoga diretamente com sua base eleitoral em regiões como o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba, onde a valorização dos costumes locais é um pilar cultural forte.