A estreia dos produtos com o selo de Indicação de Procedência (IP) ocorre durante o 8º Festival do Queijo Artesanal de Minas, em Belo Horizonte.

Os primeiros exemplares do Queijo Minas Artesanal produzidos no Cerrado Mineiro a portarem o selo oficial de Indicação Geográfica (IG) serão apresentados oficialmente ao mercado durante a 8ª edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas (FQAM). O evento, que acontece entre os dias 4 e 6 de junho na capital mineira, marca o início da selagem comercial pelos produtores da Associação dos Produtores de Queijo Minas Artesanal do Cerrado (Aprocer). A chancela chega três anos após a conquista da certificação e promete transformar a valorização econômica e a segurança alimentar de 19 municípios habilitados na região.
Valorização da identidade e novos mercados
A chegada do selo ao consumidor final é vista como um divisor de águas para a cadeia do agronegócio regional. De acordo com a analista do Sebrae Minas, Naiara Marra, a conquista consolida a identidade do território e assegura a procedência do alimento. “O selo representa um importante marco para a valorização do produto, dos produtores rurais e de toda a tradição queijeira da região”, ressalta.
Para os produtores, a expectativa é de expansão comercial imediata. Eudes Braga, produtor de Carmo do Paranaíba, destaca que o selo atesta o cumprimento rigoroso dos critérios exigidos pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). “O selo indica que os nossos produtos têm qualidade, rastreabilidade e identidade própria. Acredito que a procura pelos nossos queijos vai crescer e a expectativa realmente é de conquistarmos novos mercados a partir dessa chancela”, projeta Braga.
Critérios rigorosos de produção e municípios habilitados
Para ostentar a etiqueta de Indicação de Procedência, os queijeiros locais precisam estar filiados à Aprocer e seguir um caderno de normas técnicas extremamente específico. Entre as regras fundamentais para a concessão da IG estão:
- Uso exclusivo de leite cru, integral e recém-ordenhado;
- Início do beneficiamento na propriedade de origem em, no máximo, 90 minutos após a ordenha;
- Índice de umidade máxima fixado em 45,95%;
- Adoção rigorosa de boas práticas de fabricação.
Atualmente, cinco produtores do Cerrado já utilizam o selo e três estão em fase final de habilitação. Durante o festival em Belo Horizonte, a região do Alto Paranaíba estará representada pelas marcas Queijo Carranca e Queijaria Macaúba (ambas de Abadia dos Dourados), além do Queijo Eudes Braga (de Carmo do Paranaíba).