Parlamentar de 49 anos foi encontrado sem vida na tarde desta quinta-feira (6) em sua residência; Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime no Triângulo Mineiro.

O vereador Edson Carvalho Ferreira, conhecido como Edinho Combate ao Câncer (Democrata), de 49 anos, foi encontrado morto com sinais de possíveis perfurações por esfaqueamento na tarde desta quinta-feira (6), em frente sua residência no bairro Lagoinha, em Uberlândia. A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou inquérito para apurar a autoria e as motivações do crime, que mobiliza forças de segurança e causa forte repercussão política em todo o Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.
Trajetória comunitária e atuação parlamentar
Edinho cumpria seu primeiro mandato na Câmara Municipal de Uberlândia, após ter sido eleito nas eleições de 2024 com 1.859 votos. Advogado e ativista social, ele ganhou notoriedade na região ao fundar e presidir a Associação de Assistência aos Portadores de Câncer do Triângulo Mineiro (AAPCTM), entidade dedicada ao suporte de pacientes oncológicos e suas famílias.
Na gestão pública, atuou nas Secretarias Municipais de Serviços Urbanos e Meio Ambiente de Uberlândia, além de ter exercido o cargo de assessor parlamentar na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Em nota oficial, o presidente da Câmara Municipal de Uberlândia, vereador Zezinho Mendonça, lamentou o falecimento e confirmou a convocação do primeiro suplente do partido, Maciel Amorim, para assumir a cadeira vaga.
Histórico recente de controvérsias e investigações
A trajetória do parlamentar também registrou episódios polêmicos nos últimos anos. Em novembro de 2025, o vereador acabou detido após se envolver em um desentendimento em uma loja de conveniência em manutenção. Segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, o vereador teria entrado no local com suspeita de embriaguez, alegado que faria uma fiscalização por ser “fiscal do povo” e resistido à abordagem. Edinho negava veementemente as acusações.
Além disso, em 2025, ele e um cabo eleitoral foram alvos de investigação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por suspeitas de crimes eleitorais, incluindo compra de votos, apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. O processo solicitava medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e o bloqueio de até R$ 500 mil em bens.
Fonte: Paranaíba Mais