Estudantes entre 13 e 15 anos foram atingidos por pregos e parafusos disparados por artefato; Polícia Civil investiga se objeto foi levado por alunos ou deixado por terceiros.


Uma explosão provocada por uma bomba caseira deixou pelo menos 10 alunos feridos na manhã desta sexta-feira (8), no Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Lasar Segall, localizado no bairro Areia Branca, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O incidente ocorreu por volta das 8h, mobilizando o Corpo de Bombeiros, a Polícia Civil e o Esquadrão Antibomba da Core.
Dinâmica do Incidente
De acordo com relatos de testemunhas e informações preliminares da Prefeitura, o artefato um tubo de PVC preenchido com areia, pregos, porcas e parafusos explodiu no pátio da instituição. Alunos informaram que o objeto foi encontrado por um estudante que, ao manuseá-lo e jogá-lo para o alto, causou a detonação.
“O estrondo fez tudo tremer e subiu muita fumaça”, relatou Ana Clara Simões, de 17 anos, que estava na secretaria no momento do impacto. As vítimas, com idades entre 13 e 15 anos, sofreram ferimentos nos membros inferiores, abdômen e rosto, além de relatos de perda momentânea de audição devido ao deslocamento de ar.
Atendimento e Investigação
Os jovens feridos foram encaminhados ao Hospital Municipal de Belford Roxo. Segundo a prefeita Mariana Malta, todos receberam atendimento médico e tiveram alta por volta das 11h30, sendo encaminhados em seguida para a 54ª DP para prestar depoimento.
A Polícia Civil realizou uma varredura completa na unidade escolar e descartou a presença de outros explosivos. Agora, a investigação foca em identificar a origem do artefato. Luciana Magalhães, subsecretária de Gestão Administrativa da Secretaria Estadual de Educação, afirmou que a pasta apura se o objeto foi levado por algum aluno ou deixado no local por terceiros.
Clima de Insegurança
O episódio gerou pânico entre familiares que buscaram informações na porta do colégio. “A gente vê isso na televisão, mas nunca imagina acontecendo com o próprio filho”, desabafou o barbeiro Luiz Eduardo Rodrigues, pai de um dos estudantes atingidos. As aulas foram suspensas e a unidade liberada após a perícia técnica.