Tragédia aérea em BH: Avião monomotor bate em prédio e deixa dois mortos nesta segunda (4)

Aeronave modelo “Sertanejo” reportou dificuldades na decolagem antes de colidir com prédio residencial; três feridos foram resgatados.

Um grave acidente aéreo chocou a capital mineira na tarde desta segunda-feira (4). Um avião monomotor, modelo EMB-721C, caiu e atingiu um prédio residencial na Rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira, Região Nordeste de Belo Horizonte. A aeronave havia decolado do Aeroporto da Pampulha às 12h16 e o piloto chegou a reportar dificuldades técnicas à torre de controle antes da queda.

Vítimas e Resgate

O Corpo de Bombeiros confirmou que cinco pessoas ocupavam a aeronave no momento do impacto:

  • Fatais: O piloto e um passageiro morreram no local.
  • Feridos: Três ocupantes foram resgatados com vida e encaminhados ao Hospital João XXIII.
  • Moradores: Ninguém que estava no edifício foi atingido, embora o susto tenha sido enorme. O prédio foi evacuado por volta das 14h.

O tenente Raul, dos Bombeiros, detalhou que a aeronave bateu na caixa de escada entre o terceiro e o quarto andar, o que evitou que apartamentos ocupados fossem atingidos diretamente.

Detalhes da Aeronave e Investigação

O avião, fabricado em 1979 e conhecido como “Sertanejo”, pertence a Flavio Loureiro Salgueiro. Segundo dados da ANAC, a aeronave não possuía autorização para operar como táxi aéreo (transporte comercial).

Investigadores do CENIPA (órgão da FAB) e da Polícia Civil de Minas Gerais já estão no local para coletar dados e realizar a perícia que determinará as causas exatas da falha que levou ao acidente.

Ficha Técnica da Aeronave

  • Modelo e Fabricação: NEIVA EMB-721C, ano 1979, número de série 721142.
  • Capacidade: Configurado com 6 assentos no total, sendo 1 para tripulante e 5 para passageiros.
  • Peso: O Peso Máximo de Decolagem (MTOW) é de 1.633 kg.
  • Categoria: Classificado em “Categoria de Certificação Normal” com classe de pouso convencional e 1 motor convencional.

Restrições Operacionais

Um dado crucial para as investigações do CENIPA e da Polícia Civil é a situação das autorizações da aeronave. Segundo os registros oficiais, o avião não possuía autorização para os seguintes serviços:

  • Táxi Aéreo: Não autorizado para operação regular ou transporte comercial.
  • Transporte Aéreo Regular: Não autorizado.
  • Serviço Aéreo Especializado (SAE): Não autorizado.
  • Voos de Instrução: Não autorizado.

Essas informações reforçam que o voo possuía caráter privado, o que será objeto de análise minuciosa para entender as circunstâncias da decolagem no Aeroporto da Pampulha.

Publicado por Luana Mirelly

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