Jovem de 27 anos foi coagida com faca no pescoço na frente de crianças, mas conseguiu despistar o agressor para salvar a própria vida.

Uma ocorrência de extrema violência doméstica e sequestro mobilizou a Polícia Militar em Patrocínio na tarde da última sexta-feira (25/04). Uma mulher de 27 anos foi abordada pelo ex-companheiro em um comércio na Avenida Marciano Pires, onde foi ameaçada com uma arma branca e obrigada a entrar em um veículo sob coação. O suspeito, que não aceitava o fim do relacionamento, manteve a faca no pescoço da vítima durante o trajeto, proferindo ameaças de morte na presença de familiares e crianças.
Sequestro e Estratégia de Sobrevivência
O trajeto de terror seguiu em direção ao Bairro Jardim Sul. Durante o deslocamento, um familiar da vítima tentou intervir, mas foi agredida pelo suspeito. Em um ato de desespero para proteger a si e a seus filhos, a mulher utilizou uma tática psicológica: fingiu uma reconciliação e convenceu o agressor a ir até a antiga residência do casal.
Ao chegarem ao imóvel, a vítima demonstrou agilidade ao conseguir trancar o homem dentro da casa, fugindo a pé logo em seguida para buscar socorro.
Fuga pelo Telhado e Luta Corporal
A liberdade, no entanto, foi temporária. O agressor conseguiu escapar da residência quebrando o forro da cozinha e saindo pelo telhado. Ele alcançou a vítima novamente na Rua Nelson Caixeta de Queiroz, no Bairro Constantino. No local, populares tentaram ajudar a mulher, resultando em uma luta corporal.
A vítima sofreu um corte na mão durante o embate. Com a chegada iminente da viatura da Polícia Militar, o suspeito abandonou o local e fugiu por entre as residências.
Atendimento e Buscas
A mulher foi socorrida e encaminhada para atendimento médico, onde foi constatada uma lesão leve na mão. Os familiares que presenciaram a cena não sofreram ferimentos físicos graves. A Polícia Militar segue em rastreamento intenso para localizar o autor, que já foi identificado.
A vítima demonstrou um controle emocional excepcional ao formular uma estratégia de sobrevivência em meio ao sequestro, utilizando a técnica de “fingir reconciliação” para ganhar a confiança do agressor. Mesmo após ser alcançada novamente e sofrer ferimentos durante a luta corporal, a vítima manteve o foco em buscar auxílio de terceiros e da Polícia Militar.