Ação da Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em São Paulo e no entorno do Distrito Federal após alerta de segurança emitido pelos Estados Unidos e Austrália.

A Polícia Federal (PF) cumpriu dois mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (2) durante uma investigação sigilosa sobre um suposto plano de ação contra a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. As ordens judiciais, expedidas por um juiz de primeiro grau do Distrito Federal, foram executadas em São Paulo (SP) e em Águas Lindas (GO), no Entorno do DF, com o apoio de agências de inteligência estrangeiras.
Origem das investigações e apreensões
De acordo com dados divulgados pela Polícia Federal, os dois alvos da operação foram identificados após publicarem comentários em plataformas digitais e redes sociais. Durante o cumprimento das buscas, os agentes apreenderam computadores e telefones celulares dos suspeitos, que passarão por análise pericial.
A princípio, os investigadores apontam que os alvos não possuem ligação direta entre si nem envolvimento identificado com organizações criminosas. Em nota oficial, a PF destacou que “as medidas pertinentes foram prontamente adotadas, não tendo sido verificados até o momento elementos que corroborassem os riscos inicialmente apontados”.
O fluxo da informação teve início quando o governo norte-americano alertou sua embaixada sobre os comentários suspeitos. A representação diplomática notificou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, que acionou formalmente a Polícia Federal.
Suspensão preventiva de atendimentos
Como medida de precaução, o governo dos Estados Unidos decidiu suspender o atendimento presencial na Embaixada em Brasília e nos consulados espalhados pelo país ao longo de toda a sexta-feira (2). A decisão foi tomada por razões de segurança, sem detalhar se a emissão de vistos e passaportes seria afetada no período.
Acompanhando a medida cautelar norte-americana, a Embaixada da Austrália também optou por fechar as portas preventivamente. Fontes do governo brasileiro indicaram que não há indícios diretos de ameaças voltadas à representação australiana, tendo sido o fechamento uma ação estritamente preventiva baseada no alerta dos EUA.
Fonte: G1