Representando o Cerrado Mineiro, Giovanna Xavier leva trajetória real no agro e conhecimento técnico à final do concurso.





A organização do concurso Miss Brasil Café divulgou oficialmente a lista das oito finalistas que disputarão o título nacional da próxima edição. Entre as selecionadas dos principais estados produtores do país, Patrocínio e a Região do Cerrado Mineiro serão representados pela cafeicultora, tecnóloga e especialista em cafés especiais Giovanna Xavier, de 22 anos. Filha dos produtores Cezario de Carvalho Xavier e Eustáquia de Fátima Fonseca Xavier, Giovanna personifica a proposta do novo formato do certame, que busca dar visibilidade global a mulheres com forte atuação profissional e vivência real no dia a dia da cadeia produtiva do agronegócio.
Uma história de dedicação construída na lavoura
A trajetória da representante patrocinense com a cafeicultura teve início em 2019, quando, aos 15 anos, plantou sua primeira lavoura de café com o auxílio de seu pai na comunidade rural de Boa Vista. Antes de alcançar a projeção no setor, Giovanna enfrentou a lida pesada do campo, trabalhando para vizinhos e amigos em atividades essenciais como o plantio, a desbrota e a colheita manual.
Com o objetivo de unir a prática de campo ao embasamento científico, a candidata ingressou no ensino superior, tornando-se Tecnóloga em Cafeicultura e, posteriormente, pós-graduando-se em Fitopatologia. Sua atuação profissional expandiu-se também para o segmento de qualidade, onde atuou diretamente na degustação e classificação de cafés especiais. Atualmente, concilia a gestão de sua propriedade como pequena cafeicultora à criação de conteúdo digital focado no agro.
Novo formato e critérios do concurso
A 14ª edição do concurso traz modificações estruturais alinhadas às demandas atuais do agronegócio brasileiro. A organização expandiu o limite de idade máxima das participantes para 32 anos, uma decisão estratégica para atrair mulheres com maior bagagem e trajetória consolidada no setor.
As oito finalistas deste ano representam estados de grande relevância produtiva, como Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Rondônia. O corpo de jurados avaliará não apenas os quesitos tradicionais de passarela, mas também o nível de conhecimento técnico, a liderança comunitária, a história de superação e a capacidade das candidatas de atuarem como embaixadoras da principal commodity agrícola do país.