Flagrante de atropelamento evitado por segundos em Apucarana (PR) serve de alerta para motoristas e pedestres que utilizam os cruzamentos férreos.


Um resgate heroico e impressionante mobilizou a atenção do país nesta semana em Apucarana, no Norte do Paraná, onde uma motorista salvou um homem de 55 anos que caiu sobre os trilhos, apenas oito segundos antes da passagem de uma composição férrea. O caso, registrado por câmeras de segurança na quarta-feira (3), aciona um alerta imediato para a segurança viária em municípios cortados por ferrovias, como é o caso da nossa cidade, onde o fluxo diário de trens de carga convive diretamente com o tráfego de veículos e pedestres no perímetro urbano.
Oito segundos que salvaram uma vida
A professora Karla França estava com a filha no carro, a caminho da escola, quando presenciou João Dakizuki, que possui dificuldades de locomoção e utiliza um andador, se desequilibrar e cair na passagem de nível da Rua Hermes da Fonseca, em Apucarana. Mesmo relatando sofrer de fobia severa de trens desde a infância, chegando a ter crises de ansiedade próximas a linhas férreas, a docente abandonou o próprio veículo e correu para arrastar o pedestre da linha de perigo.
O maquinista acionou os freios de emergência e a buzina de alerta de forma contínua. Com o auxílio de outro condutor que passava pelo local, o homem foi colocado em segurança na calçada exatamente às 13h39min26s. Apenas oito segundos depois, às 13h39min34s, o trem cruzou o exato ponto da queda. “Fui instrumento de Deus. Minha reação foi só puxar ele dali”, relatou Karla em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo.
O gancho regional: A nossa realidade ferroviária
Embora o susto tenha ocorrido no Paraná, as imagens servem como um forte lembrete educativo para a nossa população. O nosso município é historicamente cortado por linhas férreas integradas à malha de transporte de cargas que atende o agronegócio e a indústria de mineração regionais.
Pontos de cruzamento urbano, como as passagens de nível situadas nas proximidades da nossa principal avenida comercial, os acessos a bairros periféricos e as vias que circundam a nossa principal serra e cartão-postal, exigem atenção redobrada de condutores e pedestres locais. O risco é potencializado para pessoas com mobilidade reduzida, idosos e crianças, demandando que a comunidade adote a direção defensiva e o respeito rigoroso às sinalizações.
Concessionária orienta sobre tempo de frenagem
Em nota oficial emitida após o incidente, a concessionária ferroviária Rumo esclareceu que o acionamento de buzinas e sinais luminosos é uma norma obrigatória de segurança operada pelos maquinistas para alertar a comunidade sobre a aproximação das composições.
A empresa fez um apelo público para que motoristas e pedestres jamais tentem cruzar a via após o sinal sonoro ser emitido e que mantenham sempre uma distância segura dos trens, estejam eles parados ou em movimento. A engenharia de tráfego alerta que, devido ao peso bruto e ao tamanho monumental das composições carregadas, um trem não consegue parar imediatamente após a aplicação dos freios de emergência, necessitando de centenas de metros até a parada total.
Fonte: G1
Veja o vídeo: https://www.instagram.com/reel/DZK-k8UldRD/?igsh=aWR3Nng5NWc4ZHdr