Miss Uberlândia é presa em SP: Operação da PF investiga luxo financiado pelo tráfico no Triângulo

Sara Monteiro, coroada Miss Universe Uberlândia 2025, é acusada de integrar o núcleo financeiro de uma organização criminosa que movimentava milhões entre MG, SP e MS.

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Em uma ação coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), a Polícia Federal prendeu, na manhã desta quarta-feira (15), a Miss Universe Uberlândia 2025, Sara Monteiro, de 36 anos. A prisão ocorreu em São Paulo no âmbito da Operação Luxury, que investiga um sofisticado esquema de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro com forte atuação no Triângulo Mineiro. Sara é apontada como peça-chave no núcleo financeiro do grupo, liderado por seu marido, que segue foragido.

O Esquema: Luxo e Lavagem de Dinheiro

Segundo as investigações da Polícia Federal, Sara Monteiro não apenas usufruía dos recursos obtidos de forma ilícita, mas participava ativamente do processo de ocultação da origem do capital. A organização utilizava empresas fictícias para lavar o dinheiro oriundo do tráfico. O padrão de vida da modelo, compartilhado exaustivamente em redes sociais com viagens internacionais e rotina fitness, era incompatível com sua realidade econômica declarada.

A PF registrou a presença da investigada em uma chácara na zona rural de Uberlândia, que servia como ponto de apoio logístico para o transporte de entorpecentes. No momento da prisão, foram apreendidos celulares e um notebook que passarão por perícia. Até agora, a operação já contabiliza 24 prisões e a apreensão de 20 veículos de luxo.

Revogação de Título Honorário

A notícia causou desconforto no cenário político regional. Em fevereiro de 2025, Sara havia recebido o título de Cidadã Honorária de Uberlândia. Diante dos fatos, o vereador Sargento Ednaldo (PP), autor da homenagem, anunciou que tomará providências imediatas para a revogação da honraria, afirmando que a concessão baseou-se em informações públicas de empreendedorismo que se mostraram falsas diante das investigações.

Liderança em Fuga

O marido de Sara, apontado como um dos chefes da organização, é acusado de movimentar mais de R$ 11 milhões sem comprovação lícita. Ele era o responsável direto pela negociação com fornecedores de drogas no Mato Grosso do Sul e pela coordenação da logística de transporte que abastecia Minas Gerais e São Paulo.

Publicado por Arthur Silva

Colaborador do Patrocínio Fácil, onde contribui com a publicação de notícias, oportunidades de emprego e informações empresariais. Apaixonado por futebol, busca alinhar essa paixão com seu desenvolvimento profissional na área esportiva.

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