Marcos Antônio da Silva Neto monitorou os passos do ex-padrasto por dois meses após o homem receber o benefício da prisão domiciliar.




FRUTAL (MG) – A Polícia Militar efetuou a prisão de Marcos Antônio da Silva Neto, de 19 anos, apontado como o autor do assassinato de seu ex-padrasto, Rafael Garcia Pedroso. A prisão ocorreu na tarde da última quinta-feira (25), por volta das 13h20, no bairro Santos Dumont, em Frutal, no Triângulo Mineiro. O jovem estava foragido da Justiça desde 31 de março deste ano, quando executou a tiros o homem que havia matado sua mãe dez anos antes.
Prisão e Tentativa de Fuga
A captura do suspeito foi viabilizada após policiais militares que estavam em seu período de folga identificarem o paradeiro de Marcos na Rua Belo Horizonte e repassarem as coordenadas para as equipes de serviço. Ao notar a aproximação das viaturas, o jovem tentou escapar pulando os muros de residências vizinhas, mas acabou cercado, contido e preso. A prisão temporária do rapaz já havia sido convertida em preventiva pela Polícia Civil após o seu indiciamento em maio de 2026.
Execução em Frente a Unidade de Saúde
O homicídio contra Rafael Garcia Pedroso ocorreu no final de março de 2026, em frente à Unidade Básica de Saúde (UBS) Carlos Alberto Vieira, no bairro Novo Horizonte. Câmeras de segurança registraram o momento em que a vítima, que aguardava o atendimento médico de sua atual esposa, foi surpreendida e alvejada com diversos disparos pelas costas. Investigações da Polícia Militar apontaram que Marcos monitorou a rotina e os passos do ex-padrasto durante dois meses antes de cometer o crime.
O Crime do Passado: 20 Facadas na Frente do Filho
O pano de fundo do homicídio remonta a 3 de julho de 2016, quando Rafael assassinou a golpes de faca a então companheira, Glauciane Cipriano, mãe de Marcos. O crime ocorreu durante a abertura da festa ExpoFrutal. Motivado por ciúmes, Rafael desferiu cerca de 20 facadas contra a mulher, que estava sentada e não teve chance de defesa. O ato brutal foi cometido na presença de Marcos, que na época tinha apenas 9 anos de idade.
Rafael foi condenado a uma pena de 23 anos de reclusão por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e violência doméstica. Ele cumpriu pena na Penitenciária de Frutal e na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), mas obteve o benefício da prisão domiciliar em janeiro de 2026 devido à falta de vagas no regime semiaberto e à superlotação do sistema, amparado pela Súmula Vinculante nº 56 do STF. Poucos meses após ganhar as ruas, ele foi executado pelo enteado.
Fonte: G1