Recondução do ex-governador foi oficializada pelo Ministério da Fazenda, garantindo mandato na Empresa Gestora de Ativos.

O ex-governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), foi oficialmente reconduzido ao cargo de diretor-presidente da Empresa Gestora de Ativos (Emgea). A decisão, aprovada pelo conselho de administração da estatal e publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (12), estende o mandato do político mineiro até o dia 8 de abril de 2027.
Pimentel ocupa a chefia da estatal, que é vinculada ao Ministério da Fazenda e responsável pela gestão de bens e direitos da União, desde 2023.
A trajetória do político é marcada por sua gestão conturbada como governador de Minas Gerais (2015-2018), período que gera debates até hoje devido à crise financeira enfrentada pelo estado na época.
Crise no Funcionalismo Público
- Salários: Implementou o parcelamento e escalonamento dos vencimentos dos servidores estaduais em até três parcelas.
- 13º Salário: Encerrou o mandato em 2018 sem realizar o pagamento do abono natalino aos funcionários.
- Retenção de Consignados: O governo descontava os empréstimos nos contracheques, mas não repassava os valores aos bancos, causando a negativação (“nome sujo”) de servidores; o desvio estimado é de quase R$ 1 bilhão.
Impacto nos Municípios e Saúde
- Dívida com Prefeituras: Reteve repasses obrigatórios de saúde e educação, acumulando uma dívida superior a R$ 5 bilhões.
- Colapso Hospitalar: A falta de verbas estaduais forçou Santas Casas e hospitais filantrópicos a reduzirem leitos e atrasarem pagamentos.
Contratos Sob Suspeita: A CGE-MG investigou mais de mil contratos com indícios de irregularidades, apontando um possível rombo de R$ 74,5 milhões.
Atualmente, o cargo ocupado por Pimentel prevê uma remuneração bruta mensal de R$ 53.233,74.