Região participa da Triestespresso 2026, realiza reuniões com torrefações europeias e busca ampliar o reconhecimento da Denominação de Origem no mercado internacional.



A Região do Cerrado Mineiro (RCM) encerrou nesta sexta-feira, 23 de outubro de 2026, sua participação na Triestespresso 2026, uma das feiras de café mais influentes da Europa, realizada em Trieste, na Itália. A comitiva institucional representou a cafeicultura local em rodadas de negócios com torrefações italianas e reuniões de articulação política em Roma, com o objetivo de expandir a venda direta e agregar valor às sacas produzidas em municípios líderes como Patrocínio, por meio do selo de Denominação de Origem (DO).
Conexão direta com torrefações europeias
A presença no evento internacional ocorreu a convite da importadora europeia Qahwa, parceria iniciada após rodadas de negociação em Roma e uma visita técnica às lavouras do Cerrado em julho do ano passado. Desde então, a empresa passou a comprar grãos certificados diretamente das cooperativas da região incluindo parcerias que abastecem os produtores de Patrocínio e repassá-los a torrefações da Itália e de outros países do continente europeu.
Durante a feira, o foco esteve em apresentar a rastreabilidade, a qualidade e os critérios socioambientais dos grãos locais. “A experiência mostra como a promoção da Denominação de Origem pode contribuir para aproximar as cooperativas da Região do Cerrado Mineiro das torrefações europeias”, destacou Thiago Furlaneto, coordenador de DO da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, que representou a comitiva na Itália.
Articulação diplomática para fortalecer as exportações
Além do ambiente de negócios na feira, a agenda desta sexta-feira (23) incluiu reuniões na Embaixada do Brasil em Roma e com representantes do Ministério das Relações Exteriores da Itália. As discussões buscaram abrir canais institucionais para facilitar a entrada do café rastreável e certificado no mercado comunitário europeu.
Segundo Juliano Tarabal, diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, a aproximação entre produtores, cooperativas locais (como a Expocacer e Cooxupé) e compradores finais garante maior rentabilidade e posicionamento estratégico no mercado internacional.