A Polícia Militar de Minas Gerais emitiu um alerta urgente à população após registrar um caso de estelionato sofisticado no último dia 28 de abril.

Um morador de Patrocínio perdeu R$ 17.000,00 após ser enganado por criminosos que se passavam por profissionais do Direito e representantes do Ministério Público.
O crime se destacou pelo alto nível de convencimento. Os golpistas utilizaram o WhatsApp para contatar a vítima, empregando:
- Identidades Reais: Fotos de uma advogada verdadeira e nomes de autoridades.
- Dados Processuais: Informações verídicas sobre uma ação judicial em nome da vítima, o que eliminou qualquer suspeita inicial.
Após ganhar a confiança do cidadão com a promessa de liberação de valores judiciais, os criminosos induziram a vítima a compartilhar a tela do celular e permitir o acesso remoto ao dispositivo. Com o controle do aparelho, os autores realizaram transferências via PIX para contas de terceiros sem que a vítima percebesse a ação imediata.
O Flagrante do Prejuízo
A fraude só foi descoberta quando a vítima acessou seu aplicativo bancário e notou o saldo zerado. Imediatamente, a instituição financeira foi comunicada e o registro policial foi efetuado no 46º Batalhão de Polícia Militar.
Orientações de Segurança (Como não cair)
A Polícia Militar reforça que a prevenção é a melhor arma contra o estelionato (Art. 171 do Código Penal). As principais recomendações são:
- Jamais permita acesso remoto: Instituições financeiras, advogados ou órgãos públicos nunca solicitam que você compartilhe a tela ou instale aplicativos de controle à distância.
- Desconfie de taxas antecipadas: Não existe necessidade de transferir valores para “liberar” alvarás judiciais.
- Verifique por canais oficiais: Caso receba mensagens de seu advogado pedindo dados ou dinheiro, encerre a conversa e ligue para o número fixo do escritório ou compareça pessoalmente ao local.
- Dados reais não garantem veracidade: Criminosos usam bancos de dados vazados para citar números de processos e nomes de parentes.
Serviço: Em caso de movimentações suspeitas, entre em contato imediatamente com o seu banco para acionar o bloqueio de segurança e ligue para o 190 ou procure a Delegacia mais próxima.