Imóvel arrematado no bairro Alto da Serra estava trancado há quase um ano sob a crença de mudança da moradora; Polícia Civil apura causas da morte e implicações jurídicas do leilão.

Uma mulher que arrematou um apartamento em leilão encontrou uma ossada humana deitada sobre a cama ao acessar o imóvel na noite desta quinta-feira (5), no bairro Alto da Serra, em Patos de Minas, município vizinho no Alto Paranaíba. A compradora, Kalina Poliane, foi até o local acompanhada de um chaveiro para conferir os móveis antes de tomar posse, quando o profissional visualizou os restos mortais da antiga moradora, de 53 anos. A suspeita da polícia e de testemunhas é de que a vítima tenha falecido há cerca de 11 meses, período em que permaneceu desaparecida sem que vizinhos ou familiares percebessem qualquer odor vindo do imóvel.
Chaveiro encontrou restos mortais ao abrir imóvel mobiliado
De acordo com o relato de Kalina Poliane à imprensa, o apartamento ainda mantinha toda a mobília. A compradora solicitou previamente a desocupação dos pertences e obteve autorização do filho da proprietária para ingressar no local com um chaveiro.
Ao abrir a porta e averiguar os cômodos, o chaveiro avistou a ossada sobre a cama e alertou a compradora. Muito abalada com a cena, Kalina não conseguiu telefonar de imediato, e o próprio profissional acionou as equipes de emergência utilizando o aparelho celular dela.
Vizinhança acreditava em mudança e janelas vedadas impediram cheiro
Testemunhas e vizinhos do prédio relataram que a mulher era considerada desaparecida há quase um ano, mas todos supunham que ela havia se mudado para Varjão de Minas para residir com um suposto namorado. Um vizinho, identificado como Valuz, declarou que o edifício mantinha boa convivência entre os condôminos, mas ninguém desconfiou de anormalidades porque as janelas e portas do imóvel permaneceram totalmente vedadas e trancadas, impedindo a dissipação de odores para o corredor.
A Polícia Militar e peritos da Polícia Civil estiveram no local realizando os levantamentos periciais iniciais. Os restos mortais foram recolhidos e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) regional para exames de identificação e apuração da causa da morte. A investigação policial apurará se houve morte natural, suicídio ou crime, além da cronologia exata do óbito frente ao processo de alienação fiduciária e leilão do bem.

Fonte: JP Agora e Patos Hoje