Tribunal acata pedido da Polícia Civil e mantém detidos o autor dos disparos e comparsas acusados de posse de armas restritas e auxílio na fuga.

A Justiça decretou a prisão preventiva de oito pessoas detidas sob acusação de envolvimento no assassinato do cabo da Polícia Militar Danylo dos Santos Batista, de 38 anos. O crime ocorreu na madrugada da última segunda-feira (2), durante um desentendimento em um bar no município de Fronteira, no Triângulo Mineiro. A decisão judicial acolheu integralmente a representação apresentada pelo delegado plantonista da Polícia Civil logo após as autuações.
Divisão de acusações e apreensão de armas
De acordo com as apurações da Polícia Civil, as responsabilidades penais foram delimitadas conforme a atuação de cada detido:
- Homicídio qualificado: Atribuído ao autor direto dos disparos, que também poderá responder por furto e porte ilegal de arma de fogo.
- Armamento restrito: Cinco integrantes do grupo foram autuados por posse de arma de fogo de uso restrito e supressão de sinal identificador.
- Favorecimento pessoal: Duas pessoas foram enquadradas por prestar apoio logístico e garantir esconderijo ao executor durante a tentativa de fuga.
Durante as diligências, as equipes policiais recuperaram a arma de fogo que pertencia ao cabo assassinado e apreenderam a arma utilizada pelo autor do homicídio.
Dinâmica do confronto e captura em São Paulo
O militar, que era lotado no 28º Batalhão da PM em Unaí e estava de folga na região de Fronteira, iniciou uma discussão com o agressor por motivos ainda não esclarecidos pela corporação. Câmeras de segurança do estabelecimento flagraram o momento em que o suspeito sacou uma arma e realizou dois disparos a queima-roupa contra o militar, fugindo em seguida.
A prisão do atirador ocorreu horas depois na cidade vizinha de São José do Rio Preto, no interior paulista, viabilizada pela cooperação entre as Polícias Militares de Minas Gerais e de São Paulo. No local, os policiais também prenderam um casal envolvido na rota de fuga.
Manifestação oficial da corporação
Em nota pública oficial, o comando da Polícia Militar de Minas Gerais manifestou pesar e repúdio ao assassinato, destacando que o cabo Danylo dos Santos Batista tombou em ato de violência covarde. A PMMG reforçou condolências aos familiares e enfatizou que a pronta integração interestadual foi determinante para a captura de todos os acusados, cujo inquérito segue sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil de Fronteira.
Fonte: G1