O parlamentar confirmou a desistência acompanhado pela cúpula do Republicanos, apontando luto familiar e questões pessoais como motivos centrais para deixar a corrida eleitoral.

O senador Cleitinho (Republicanos) não disputará o cargo de governador de Minas Gerais nas próximas eleições municipais e estaduais. O anúncio oficial foi realizado pelo diretório nacional do Republicanos na tarde desta segunda-feira (3), por meio de nota e vídeo veiculados nas redes sociais da legenda. A decisão.
Reuniões decisivas e ausência na convenção
De acordo com o presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, a definição ocorreu de forma amigável após extensas tratativas internas. O dirigente destacou que o partido realizou uma reunião de cerca de cinco horas na cidade de São José dos Campos (SP) com o intuito de dar suporte à candidatura do parlamentar, garantindo-lhe espaço na chapa majoritária.
Contudo, a falta de presença do senador na convenção partidária realizada no dia 25 de julho e o posterior não comparecimento a compromissos em São Paulo selaram o desfecho das negociações. Segundo nota emitida pela legenda, a ausência nos prazos acordados gerou “consequências inevitáveis” para o planejamento estratégico da sigla no estado.
A razão central para a retirada do nome do senador foi a morte prematura de seu irmão, Matheus Augusto Azevedo, ocorrida no dia 18 de julho. Durante a declaração oficial divulgada ao lado das lideranças do partido, Cleitinho chorou ao explicar o impacto emocional da perda em sua decisão.
“Queria pedir perdão, porque o momento não está fácil para mim e para minha família. Não adianta entrar numa campanha do jeito que eu estou. Não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim e da minha família. Tenho que ser honesto com vocês e falar a verdade”, pontuou o senador.
Circulam, nos bastidores políticos, intensos rumores de que a atual movimentação e o cumprimento dos prazos partidários abrem caminho para a consolidação da candidatura do ex-secretário estadual Marcelo Aro (PP) ao Palácio Tiradentes. Nesse contexto, avalia-se que o avanço de sua pré-candidatura também teria influenciado a decisão de Cleitinho.
Com a desistência confirmada pelo comando partidário, o Republicanos deve reavaliar os seus rumos e alianças estratégicas para a disputa do Palácio Tiradentes no pleito deste ano.
Fonte: G1