Homem de 34 anos agride companheira, se apodera de espingarda e foge levando o filho de 7 anos para o matagal; criança foi resgatada, mas o autor segue foragido.

A Polícia Militar de Minas Gerais, por meio das equipes operacionais do 46º Batalhão (sediado em Patrocínio), realiza intensos rastreamentos na região do Alto Paranaíba para localizar e prender um homem de 34 anos acusado de violência doméstica e posse ilegal de arma de fogo. O crime ocorreu na noite de domingo (21), por volta das 20h50, na zona rural de Serra do Salitre município vizinho e integrante da comarca da região. Após agredir a companheira de 25 anos e empunhar uma espingarda calibre .32 na presença de duas crianças, o autor fugiu para uma área de mata fechada levando o próprio filho de 7 anos. A criança foi resgatada sem ferimentos pelos militares, mas o agressor permanece foragido.
Discussão armada e fuga com refém
De acordo com o relatório oficial emitido pela Agência Local de Comunicação Organizacional do 46º BPM, a confusão começou após uma discussão motivada por ciúmes e potencializada pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas por parte do autor. Em meio ao desentendimento, o homem agrediu fisicamente a companheira e se apoderou de uma espingarda calibre .32, aterrorizando a família na presença de duas crianças.
Ao notar a aproximação das viaturas policiais que se deslocavam para a propriedade rural, o agressor fugiu em direção a uma densa área de vegetação, arrastando consigo o filho de apenas 7 anos de idade. Os policiais iniciaram uma incursão tática de alto risco na mata e conseguiram interceptar a rota de fuga da criança, resgatando o menor em segurança e sem lesões aparentes. O homem, aproveitando-se da escuridão e do conhecimento do terreno, conseguiu escapar do cerco inicial.
Arsenal apreendido e atendimento à vítima
Na residência do casal, a patrulha militar realizou buscas e apreendeu os seguintes materiais de fabricação industrial:
- 01 espingarda calibre .32 utilizada nas ameaças;
- 02 munições intactas de mesmo calibre;
- 01 munição deflagrada (disparada).
A jovem de 25 anos apresentava escoriações e lesões superficiais decorrentes das agressões. Ela recusou encaminhamento médico imediato e foi acolhida pelos policiais, que prestaram orientações detalhadas sobre os direitos previstos na Lei Maria da Penha e os trâmites para a solicitação urgente de medidas protetivas de urgência junto ao Poder Judiciário.