Cidade da Zona da Mata mineira vive cenário de guerra com 440 desabrigados e intervenção direta da Defesa Civil Nacional para busca de desaparecidos e reconstrução.

A cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, registrou ao menos 22 mortes e teve o estado de calamidade pública reconhecido pelo Governo Federal nesta terça-feira (24). O cenário de destruição foi provocado por fortes chuvas que causaram o transbordamento do Rio Paraibuna e o soterramento de diversas residências. Segundo a prefeitura local, 440 pessoas estão desabrigadas e recebem acolhimento provisório após mais de 250 ocorrências registradas em poucas horas.
Mapeamento da Tragédia
As mortes confirmadas concentram-se em pontos críticos de deslizamento e inundação. A força das águas atingiu severamente as seguintes localidades:
- Rua Natalino José de Paula: 4 vítimas fatais.
- Rua Orville Derby Dutra: 4 vítimas fatais.
- Rua João Luís Alves: 2 vítimas fatais.
- Outras localidades: Mortes registradas nas ruas José Francisco Garcia, Eurico Viana, Jacinto Marcelino e na Estrada Athos Branco da Rosa.
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais relatou um colapso logístico momentâneo com o transbordamento do Rio Paraibuna, resultando em mais de 40 chamadas simultâneas para salvamento de pessoas ilhadas e análise de riscos estruturais em encostas.
Intervenção Federal
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) confirmou o envio de oito técnicos especialistas do Grupo de Apoio a Desastres (Gade). A equipe tem como missão:
- Acelerar as ações de assistência humanitária às famílias atingidas.
- Coordenar o restabelecimentos de serviços essenciais (água, luz e desobstrução de vias).
- Avaliar a necessidade de deslocamento de mais peritos para as cidades vizinhas, como Ubá, que também sofrem com os temporais.