Iniciativa selecionará movimentos sociais para formar turmas de educação em saúde; Minas Gerais está entre os estados contemplados com bolsas para educadores e alunos.

O Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), anunciou a abertura de um novo edital para o Programa de Formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares de Saúde (AgPopSUS). Com inscrições abertas até o dia 18 de janeiro de 2026, a iniciativa busca selecionar movimentos sociais populares para a criação de 450 turmas em 17 unidades da Federação, incluindo o estado de Minas Gerais.
Incentivo Financeiro e Estrutura
O programa foca na democratização do conhecimento técnico em saúde e oferece suporte financeiro direto. O edital prevê o pagamento de uma bolsa mensal de R$ 2.500,00 para educadores e de R$ 560,00 para os educandos. Este auxílio é destinado a custear despesas de deslocamento e garantir a permanência dos participantes no curso.
Cada turma será formada por um educador e 20 estudantes, com a meta de beneficiar até 9 mil pessoas em todo o território nacional. Segundo o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, a medida visa reconhecer o saber de mestres da cultura popular e fortalecer a participação social no cotidiano do SUS.
Quem pode participar e como funciona
As entidades e movimentos sociais interessados devem submeter suas propostas respeitando os critérios de equidade estabelecidos pelo Ministério. A seleção priorizará regiões com maior concentração de pobreza e populações em situação de vulnerabilidade social.
A formação capacita cidadãos para atuar diretamente em suas comunidades, promovendo direitos e orientações de saúde básica. De acordo com Luciana Maciel, diretora da AgSUS, o objetivo é construir uma rede nacional comprometida com o cuidado e a equidade. Para sanar dúvidas, uma sessão pública virtual será realizada no dia 9 de janeiro pelo canal da AgSUS no YouTube.
Histórico e Contexto
O AgPopSUS consolidou-se a partir das experiências vividas durante a pandemia de covid-19, quando lideranças comunitárias atuaram na proteção de seus territórios. Hoje, o programa integra saberes tradicionais e técnicos para ampliar o acesso aos serviços de saúde pública.