Ação coordenada entre SES-MG e prefeituras reforça a importância de utilizar farmácias e Unidades Básicas de Saúde para o descarte correto de resíduos químicos.

Manter medicamentos vencidos ou sobras de tratamentos em casa é um hábito comum, mas que esconde riscos graves à saúde pública e ao ecossistema local. Para combater esse problema, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) emitiu novas orientações sobre a logística reversa, sistema que garante que fármacos não acabem em aterros sanitários ou na rede de esgoto.
Segundo dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Minas Gerais descarta anualmente cerca de 11 mil quilos de medicamentos vencidos. O subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Prosdocimi, alerta que o descarte em lixo comum ou vasos sanitários pode contaminar o solo e os lençóis freáticos. “O descarte incorreto pode comprometer a qualidade da água que abastece a população”, explica o subsecretário.
Como funciona a Logística Reversa?
O processo é fundamentado na responsabilidade compartilhada. O cidadão patrocinense deve separar os medicamentos (comprimidos, pomadas ou frascos) e levá-los até um ponto de coleta autorizado. Geralmente, farmácias, drogarias e as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município estão aptas a receber esse material.
Após a entrega, empresas especializadas realizam o transporte seguro para a incineração ou coprocessamento, eliminando as substâncias químicas sem danos ambientais. Esse fluxo se aplica tanto a medicamentos industrializados quanto aos manipulados.
Onde encontrar pontos de coleta
A população pode consultar a lista de estabelecimentos aderentes ao Sistema de Logística Reversa (SLR) através do site da Semad ou diretamente nas farmácias de Patrocínio que exibem o selo de ponto de coleta. As distribuidoras e fabricantes são os responsáveis finais pela destruição desses resíduos, fechando o ciclo de proteção ambiental.