Com 12,7% da produção nacional e sede em Patrocínio, a RCM transcende a produção de grãos e institucionaliza a agricultura regenerativa como visão de futuro.

A Região do Cerrado Mineiro (RCM), que tem em Patrocínio sua sede e coração estratégico, anunciou nesta terça-feira um reposicionamento histórico de sua marca territorial. Deixando de ser vista apenas como uma origem produtora de excelência, a região agora se apresenta como um “movimento regenerativo global”. A nova estratégia, desenvolvida em parceria com o Sebrae Minas, visa integrar inovação, cultura e sustentabilidade em um ecossistema que conecta os 55 municípios da área de abrangência.
De Polo Cafeeiro a Referência em Sustentabilidade
A trajetória da RCM sempre foi marcada pelo pioneirismo: desde a correção do solo na década de 60 até a conquista da primeira Denominação de Origem de cafés do Brasil em 2013. Agora, o foco se volta para a cafeicultura regenerativa. Em 2022, a região registrou a primeira certificação deste tipo no mundo, concedida pela britânica Regenagri ao produtor Fernando Nogues Beloni.
Atualmente, a região detém a maior área certificada em agricultura regenerativa do Brasil, somando quase 30 mil hectares. “O Cerrado Mineiro é um movimento. E este movimento traz desenvolvimento e prosperidade para um todo”, destaca Gláucio de Castro, presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado.
O Impacto da Nova Estratégia
O novo posicionamento propõe uma mudança de identidade: sair do foco exclusivo em “produto e premiações” para uma visão de “mundo e ecossistema”. Isso inclui pilares que vão além do campo, como:
- Turismo de experiência e cultura de origem.
- Educação e formação das futuras gerações de cafeicultores.
- Rastreabilidade total e inovação tecnológica aplicada.
Segundo Marcelo de Souza e Silva, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, o território antecipa tendências globais e consolida um modelo que combina competitividade com prosperidade compartilhada.