Vencedor do Oscar e indicado outras seis vezes, o ator faleceu pacificamente em sua residência, deixando uma carreira de sete décadas marcada pela excelência e versatilidade.

O cinema mundial perdeu um de seus maiores expoentes. O ator norte-americano Robert Duvall faleceu neste domingo (15), aos 95 anos. A notícia foi confirmada nesta segunda-feira (16) por sua esposa, a atriz Luciana Duvall, em comunicado oficial. Segundo o relato, o artista morreu de forma tranquila em sua residência, cercado por familiares. A causa da morte não foi divulgada.
A busca pela precisão dramática
Duvall era amplamente respeitado por sua versatilidade e pelo compromisso inabalável com o que chamava de “verdade humana” em seus personagens. Sua trajetória foi coroada com sete indicações ao Oscar, vencendo a estatueta de Melhor Ator em 1983 por sua atuação em A Força do Carinho (Tender Mercies), onde interpretou um cantor country em busca de redenção contra o alcoolismo.
Entretanto, foi na década de 1970 que ele se tornou um ícone global. Ao dar vida a Tom Hagen, o advogado e braço direito da família Corleone nos dois primeiros filmes da trilogia O Poderoso Chefão, Duvall estabeleceu um novo padrão para atores coadjuvantes, equilibrando frieza estratégica e lealdade.
Um currículo de clássicos
A filmografia de Duvall é um compêndio da história do cinema contemporâneo. Entre seus papéis mais memoráveis estão:
- Apocalypse Now (1979): Onde interpretou o tenente-coronel Bill Kilgore e imortalizou a frase sobre o “cheiro de napalm pela manhã”.
- O Juiz (2015): Sua última indicação ao Oscar, contracenando com Robert Downey Jr.
- MAS*H (1970) e THX 1138 (1971): Obras que marcaram o início de sua ascensão no “New Hollywood”.
O legado de um mentor
Reconhecido como um mestre por seus pares, Duvall influenciou gerações. Atores como Billy Bob Thornton o descreviam como um mentor que ensinava a diferença crucial entre ser “sutil” e ser “entediante”. Sua última aparição nas telas ocorreu em 2022, no mistério O Pálido Olho Azul.
Com sua partida, a indústria se despede não apenas de um vencedor do Oscar, mas de um contador de histórias que dedicou sete décadas para elevar o nível técnico e emocional da atuação no cinema e no teatro.