Governador Mateus Simões anuncia desligamento de aliadas de Marcelo Aro do Estado e acusa o ex-secretário de usar a máquina pública para projeto político pessoal.

Mateus Simões (Novo), governador de Minas Gerais, durante CNN Talks • Reprodução/CNN
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), anunciou oficialmente o rompimento com o ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP) e confirmou que todo o grupo político ligado ao ex-aliado deixará a administração estadual. A decisão, comunicada nesta quinta-feira, ocorre após a descoberta de que Aro articulava há semanas uma candidatura própria ao Palácio Tiradentes para as eleições de 2026, rivalizando diretamente com o atual chefe do Executivo.
Ruptura no Executivo e acusações de traição
Durante entrevista concede à Rádio Itatiaia, Simões elevou o tom crítico e acusou o antigo correligionário de ter utilizado a estrutura do Estado em benefício próprio. Segundo o governador, a movimentação representa uma traição não apenas à atual gestão, mas também ao ex-governador Romeu Zema (Novo), responsável por inserir Aro na alta cúpula do governo.
“O Marcelo, para minha surpresa, disse que vem há semanas negociando a estrutura de candidatura dele ao Governo do Estado, concorrendo comigo”, relatou Simões. O governador afirmou que mantinha o compromisso de apoiar Aro para o Senado, mas foi surpreendido pela mudança de rumo.
“Ele acabou a reunião informando que está se retirando definitivamente do governo, depois de por quatro anos ter parasitado o Governo de Minas Gerais, aparentemente, para nutrir um projeto que é absolutamente pessoal”, declarou Simões.
Desgaste começou com disputa pelo Senado
Marcelo Aro teve papel central na articulação política do Estado durante a gestão Zema, ocupando os cargos de chefe da Casa Civil e, posteriormente, de secretário de Governo. O plano inicial previa a consolidação de seu nome na chapa oficial de situação para a disputa do Senado Federal em 2026.
No entanto, a relação entre os dois líderes políticos começou a se deteriorar em abril, com a filiação do senador Carlos Viana ao PSD. A entrada de Viana no mesmo partido de Simões e sua intenção de buscar a reeleição reduziu o espaço de Aro na composição majoritária, desencadeando a insatisfação do ex-secretário.
Impacto no cenário eleitoral mineiro
Com ampla influência sobre bancadas de deputados e vereadores no estado, a saída do grupo de Aro reorganiza as alianças para a sucessão estadual. A movimentação força partidos de centro e da base conservadora, como o PL e o Republicanos que avaliam nomes como o do senador Cleitinho Azevedo, a recalcularem suas estratégias para o pleito ao Governo de Minas.
Fonte: CNN