Investigação do GAECO de Patos de Minas revela que grupo criminoso falsificava notas de arrematação do Detran-MG para vender motocicletas e carros adulterados.

Uma força-tarefa coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Patos de Minas, em conjunto com a Polícia Militar, desarticulou na manhã desta terça-feira (10) uma organização criminosa especializada no furto, clonagem e venda ilegal de veículos. A Operação Titan resultou na prisão de 21 suspeitos e no cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão nas cidades vizinhas de Monte Carmelo e Uberlândia, impactando diretamente o mercado de revenda de veículos em todo o Alto Paranaíba.
O Esquema: Do Furto à “Clonagem”
Segundo as investigações lideradas pelo promotor de Justiça Lucas Romão, o grupo mantinha sua base de operações em Monte Carmelo. A logística criminosa era dividida em etapas: veículos eram furtados em Uberlândia e levados para a região, onde passavam por um processo de adulteração de sinais identificadores (chassi e placas).
Para atrair compradores, os criminosos utilizavam duas estratégias principais:
- Carros “Finan”: Veículos eram anunciados como se tivessem apenas pendências financeiras, ocultando sua origem ilícita.
- Falsos Leilões: Motocicletas eram vendidas com notas de arrematação falsas, simulando terem sido adquiridas legalmente em leilões do Detran de Minas Gerais.
Números da Criminalidade
Entre maio de 2023 e junho de 2025, os investigadores catalogaram ao menos 43 casos de receptação qualificada e o mesmo número de adulterações. Para dar aparência de legalidade ao negócio, foram identificadas 32 notas fiscais falsas utilizadas nos golpes. Durante as incursões desta manhã, as autoridades apreenderam armas, munições, drogas, dinheiro e diversos veículos que já constavam com registro de furto no sistema.
Desdobramentos e Prisões
Ao todo, a Justiça expediu 45 mandados judiciais. A operação segue em andamento para localizar os demais alvos da lista de prisão preventiva. Todo o material apreendido, incluindo aparelhos celulares que podem conter provas de novos envolvidos, foi encaminhado para a sede do GAECO em Patos de Minas.