Documento protocolado no STF cita envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva em esquema de descontos indevidos e aponta residência na Espanha como fator de risco.

Em um novo desdobramento das investigações sobre fraudes em benefícios do INSS, o advogado Jeffrey Chiquini protocolou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de prisão preventiva contra Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”. A solicitação, fundamentada em dados da Polícia Federal divulgados originalmente pela Gazeta do Povo, foi encaminhada ao ministro André Mendonça. O pedido sustenta que há risco real de fuga, uma vez que o filho do presidente reside em Madri desde julho de 2025 e teria sido mencionado por testemunhas como beneficiário de repasses financeiros oriundos do esquema.
A Conexão com o Escândalo do INSS
Diferente das notícias anteriores focadas na operação técnica do esquema, esta nova petição foca na responsabilidade direta de figuras citadas em depoimentos. O advogado Jeffrey Chiquini argumenta que a manutenção da liberdade de Lulinha representa um risco à aplicação da lei penal.
- Risco de Evasão: O documento destaca que Lulinha mora no exterior desde o ano passado [2025]. A existência de residência fora do país facilitaria uma eventual fuga definitiva, dificultando o julgamento caso a denúncia prospere.
- A “Mesada” do Careca: Relatórios da investigação, segundo a petição, mencionam que Lulinha receberia uma quantia de R$ 300 mil mensais proveniente de um indivíduo identificado como “Careca do INSS”.
- Negócios em Apuração: Além das fraudes previdenciárias, a Polícia Federal apura a participação do investigado em negócios ligados ao setor de cannabis medicinal, conforme conversas e depoimentos colhidos.
O ministro André Mendonça, relator do caso, deve agora ouvir a Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre a medida cautelar.