Investigada pela Polícia Federal aciona autoridades após relatar onda de intimidações cotidianas, responsabiliza o governo por segurança familiar e promete revelar bastidores do poder federal.

A empresária e lobista Roberta Luchsinger formalizou, por meio de seus advogados, o envio de denúncias às autoridades policiais após afirmar que vem recebendo cerca de 50 ameaças de morte e violência física por dia, direcionadas a ela e às suas duas filhas. A escalada das intimidações ocorreu após ter sido chamada de “pilantra” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em declarações públicas recentes. Investigada em inquéritos da Polícia Federal (PF) sobre suposto tráfico de influência junto a órgãos federais, Roberta rebateu as falas do Executivo, responsabilizou o presidente pela integridade física de sua família e manifestou a intenção de firmar um acordo de delação premiada sem poupar envolvidos.
Conflito político, denúncias e intenção de delação
Em declarações concedidas à veículos de imprensa nacional, a empresária rebateu as acusações vindas do Palácio do Planalto e classificou as falas do presidente como improcedentes. Roberta sustentou que o presidente tinha conhecimento de reuniões entre seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, e integrantes do ministério.
Diante das apurações conduzidas pela Polícia Federal sobre a mediação de interesses e contratos com entes públicos, a investigada buscou orientação jurídica para propor colaboração premiada com a Justiça, afirmando dispor de elementos sobre o funcionamento das negociações nos bastidores da capital federal.
Posição oficial do Governo Federal
O Palácio do Planalto manifestou-se por meio de nota oficial negando categoricamente a existência de interlocução, contratos ou representação do governo federal associados a Roberta Luchsinger. A Secretaria de Comunicação do governo classificou as declarações como manobras sem comprovação factual, desenhadas para provocar turbulência política no cenário do debate público.
Os materiais com o histórico de mensagens e ameaças registradas no ambiente digital foram reunidos e entregues pela defesa da empresária às polícias competentes para a abertura dos devidos procedimentos investigativos e apuração de autoria.