Ex-governador de Minas Gerais afirma que partido deve cumprir cláusula de barreira e diz que apoiará candidatos que enfrentarem o PT no segundo turno

Em pronunciamento após a apuração do primeiro turno das Eleições 2026, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) avaliou positivamente o desempenho de seu partido e destacou o crescimento da direita no cenário nacional. Segundo Zema, o Novo ampliou sua representação no Congresso e deve cumprir a cláusula de barreira, embora ainda houvesse urnas a serem apuradas no momento da declaração.
Novo amplia presença no Congresso
Durante o pronunciamento, Zema afirmou que o Novo já tinha confirmada a eleição de três senadores, com representantes eleitos no Rio Grande do Sul, Paraná e Maranhão. O ex-governador também projetou a eleição de oito ou mais deputados federais, ressaltando que os números ainda poderiam sofrer alterações com a conclusão da apuração.
Para Zema, o crescimento representa um resultado importante para um partido que ainda possui uma bancada reduzida no Congresso Nacional.
“Então, o trabalho que nós fizemos para um partido pequeno avançar deu resultado”, declarou.
O ex-governador também apontou o cumprimento da cláusula de barreira como uma das principais prioridades do partido. Segundo ele, o atendimento dos critérios previstos na legislação permitirá ao Novo ampliar o acesso a recursos e prerrogativas partidárias nas próximas legislaturas.
Zema reafirma oposição ao PT
Na parte política do pronunciamento, Zema afirmou que pretende manter uma posição de oposição ao Partido dos Trabalhadores. O ex-governador declarou que, nos estados onde candidatos do PT avançarem para o segundo turno, ele e o Novo estarão do lado adversário.
“Onde tiver PT no segundo turno, eu estarei contra o PT”, afirmou.
Próximos passos
Com o encerramento do primeiro turno, Zema sinalizou que sua atuação política deverá se concentrar no fortalecimento do Novo e na articulação da oposição para o segundo turno.
O ex-governador também destacou o resultado obtido pelo partido como indicativo de uma maior presença de parlamentares alinhados à direita no Congresso Nacional a partir da próxima legislatura.