Ibiá e São Gotardo decretam emergência econômica no setor agropecuário diante de perdas, aumento dos custos, queda na rentabilidade e dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais.

O município de Ibiá, no Alto Paranaíba, decretou situação de emergência econômica no setor agropecuário devido ao acúmulo de perdas produtivas, alta severa nos custos de insumos e crescimento do endividamento no campo. O Decreto Municipal nº 6.993, assinado pelo prefeito Gillianno Gilles Ferreira, oficializa os impactos acumulados entre 2024 e 2026 pelas adversidades climáticas como secas, geadas e vendavais e serve de respaldo para pedidos de renegociação de dívidas e prorrogação de crédito rural pelos produtores rurais atingidos. São Gotardo também reconhece crise econômica no setor agropecuário.
Crise de custos e perdas no campo
De acordo com o documento oficial, as lavouras de soja, milho e alho foram fortemente impactadas por instabilidades meteorológicas e intempéries recentes. O cenário é crítico especialmente na cultura do alho, onde o custo de produção saltou para R$ 16,30 por quilo, enquanto o preço médio pago ao produtor regional estagnou em R$ 11,00. As estimativas locais apontam prejuízos que podem alcançar R$ 71,5 mil por hectare.
A medida visa respaldar juridicamente o produtor na repactuação de obrigações financeiras junto às instituições bancárias. No entanto, a decretação municipal não suspende cobranças de forma automática: cabe a cada cafeicultor ou agricultor comprovar individualmente suas perdas operacionais e a incapacidade temporária de pagamento.
São Gotardo também decretou situação de emergência econômica no setor agropecuário por 180 dias. A medida, assinada pelo prefeito Makoto Edison Sekita, reconhece as dificuldades enfrentadas pelos produtores devido ao aumento dos custos, queda da rentabilidade, perdas causadas pelo clima, concorrência de produtos importados e dificuldades de acesso ao crédito.
O decreto abrange culturas como soja, milho, feijão, café, alho, cebola, batata e cenoura, além da pecuária. O objetivo é dar suporte documental aos produtores que buscam renegociar, alongar ou prorrogar dívidas agrícolas junto a bancos, cooperativas e fornecedores.
A medida não representa moratória automática, não suspende cobranças e não se trata de situação de emergência da Defesa Civil.
Fonte: Jornal de Patrocínio