De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Federal, o suspeito possuía dois mandados de prisão em aberto judiciais por tráfico de drogas e por integrar a liderança da organização criminosa cearense.

A Polícia Federal (PF) prendeu, na noite de sábado (18), um homem de 37 anos apontado como integrante da alta hierarquia da facção criminosa do Estado (GDE), do Ceará, durante uma operação em Uberlândia. Considerado de alta periculosidade pelas autoridades, o suspeito exercia a função de liderança regional do grupo no Nordeste e estava foragido há meses no bairro Saraiva, onde utilizava documentos falsos. A ação, que culminou na apreensão de um veículo de luxo avaliado em R$ 300 mil, liga o sinal de alerta para os órgãos de segurança pública de Patrocínio e de todo o Alto Paranaíba sobre a migração de criminosos interestaduais para a região.
Disfarce no Triângulo Mineiro e Captura
De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Federal, o suspeito possuía dois mandados de prisão em aberto judiciais por tráfico de drogas e por integrar a liderança da organização criminosa cearense. As investigações apontam que ele comandava atividades ilícitas em áreas específicas do Ceará, mas escolheu o Triângulo Mineiro para se camuflar.
No momento da abordagem policial no bairro Saraiva, em Uberlândia, as equipes constataram o uso da identidade falsa. Além de efetuar a prisão, os agentes federais apreenderam uma caminhonete de luxo utilizada pelo foragido. O homem foi conduzido imediatamente ao Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia, onde permanece detido à disposição da Justiça Federal e do Poder Judiciário do Ceará.
A Estratégia de Esconderijo no Interior de Minas
O caso reforça uma tendência monitorada pelo setor de inteligência das forças de segurança: a utilização de cidades polo de Minas Gerais como base de moradia e lavagem de dinheiro por lideranças criminosas de outros estados. A infraestrutura rodoviária e o dinamismo econômico da região facilitam a ocultação de bens de alto valor como o veículo de R$ 300 mil apreendido sem levantar suspeitas imediatas de vizinhos ou do comércio local.
Fonte: G1