Decisão foi comunicada nesta segunda-feira (23/03) no Palácio Guanabara; Tribunal retoma amanhã processo que investiga abuso de poder político e econômico.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), renunciou oficialmente ao cargo nesta segunda-feira (23/03). O anúncio ocorreu no Palácio Guanabara, exatamente um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar o julgamento de uma ação que pede a cassação de sua chapa e sua inelegibilidade por oito anos. Castro afirmou que a decisão visa sua pré-candidatura ao Senado Federal, antecipando o prazo de desincompatibilização exigido pela lei eleitoral, que venceria em 04 de abril.
O Processo no TSE
A Corte retoma nesta terça-feira (24/03) o julgamento que investiga irregularidades na Fundação Ceperj e na Uerj durante o pleito de 2022. Castro é acusado pelo Ministério Público Eleitoral de abuso de poder político e econômico, com a suposta contratação de servidores temporários sem amparo legal.
Até o momento, o placar no TSE está em 2 a 0 pela condenação, com votos favoráveis à cassação proferidos pela relatora, ministra Isabel Gallotti, e pelo ministro Antonio Carlos Ferreira. O julgamento havia sido suspenso por um pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques, que devolve o processo para votação amanhã.
Sucessão no Governo
Com a renúncia de Castro, o estado do Rio de Janeiro terá uma eleição indireta conduzida pela Assembleia Legislativa (Alerj) para definir quem ocupará o cargo até o fim de 2026. Durante o período de transição, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, assume o governo de forma interina.
Além de Cláudio Castro, o processo no TSE também envolve o ex-vice-governador Thiago Pampolha e o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. Castro nega todas as acusações e reitera que os atos de sua gestão seguiram a legalidade.