Atuação decisiva de policial militar de folga utiliza protocolo de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) para conter hemorragia massiva e estabilizar vítima até a chegada do SAMU.

A linha entre a vida e a morte em acidentes graves muitas vezes é medida em minutos. Um fato recente no Alto Paranaíba demonstrou a importância vital do treinamento de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) tático da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). Um policial militar do 46º BPM (Patrocínio), mesmo de folga, salvou a vida de um motociclista ao aplicar corretamente um torniquete após uma amputação traumática decorrente de uma colisão com um automóvel.
O Testemunho Médico
O Dr. Marcelo Boaventura, médico do SAMU que atendeu a ocorrência, foi enfático sobre a gravidade da situação. Segundo ele, a equipe de resgate levou entre 15 a 20 minutos para chegar ao local devido à distância. “Com a proporção daquele tipo de ferimento, a hemorragia teria causado um choque hipovolêmico (perda excessiva de sangue) antes da nossa chegada. A atitude do militar foi fundamental para garantir a segurança do paciente”, afirmou o médico.
O Tenente Adeidson, do 15º Batalhão, reforçou que o policial utilizou seu próprio kit de trauma para realizar o procedimento técnico conhecido como “controle de hemorragia exsanguinante”.
Treinamento para Militares e Civis
A eficácia do atendimento reacendeu o debate sobre a importância da capacitação em Suporte Básico de Vida (BLS). De acordo com os profissionais, técnicas como a aplicação de curativos compressivos e o uso do torniquete não devem ser restritas apenas aos militares, mas também conhecidas pela população civil para situações de extrema urgência.
Embora o atendimento especializado do SAMU seja de excelência, a agilidade do “primeiro respondedor” — neste caso, o militar de folga — provou ser o fator decisivo para a sobrevivência da vítima. A PMMG reafirma que o preparo técnico de seus agentes em Patrocínio e região visa a proteção da vida acima de tudo.