Medicamento nirsevimabe oferece anticorpos prontos para proteger recém-nascidos e crianças com comorbidades contra o Vírus Sincicial Respiratório.

A partir deste mês, o Sistema Único de Saúde (SUS) em Patrocínio e em todo o território nacional amplia o arsenal contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O Ministério da Saúde iniciou a distribuição de 300 mil doses do nirsevimabe, um anticorpo monoclonal voltado especificamente para bebês prematuros (nascidos com menos de 37 semanas) e crianças de até dois anos com comorbidades graves. Diferente das vacinas comuns, o medicamento fornece imunidade imediata para combater a bronquiolite e a pneumonia.
Proteção sem esperar a reação do organismo
Diferente das vacinas convencionais, que estimulam o corpo a produzir defesas, o nirsevimabe já entrega os anticorpos prontos para o bebê. Segundo o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, essa tecnologia é crucial para o público-alvo, que muitas vezes possui o sistema imunológico ainda em desenvolvimento ou fragilizado por condições pré-existentes.
Quem tem direito à dose?
A nova etapa de proteção foca em grupos específicos que correm maior risco de hospitalização por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG):
- Bebês prematuros (menos de 37 semanas de gestação).
- Crianças de até 2 anos com doenças pulmonares crônicas, cardiopatias congênitas ou síndrome de Down.
- Pequenos com imunocomprometimento grave ou fibrose cística.
Cenário epidemiológico
Os dados são de alerta para os pais: em 2025, o Brasil já registrou mais de 43,2 mil casos de SRAG causados pelo VSR. O dado mais preocupante é que 82,5% dessas internações ocorrem em crianças com menos de dois anos de idade. Como não existe um remédio que cure o vírus após a infecção, o foco total das autoridades de saúde é a prevenção e o suporte respiratório.