A discussão central gira em torno da responsabilidade financeira e operacional sobre as forças de segurança e o impacto da possível rescisão de convênios entre prefeituras e o Estado.

O debate sobre o financiamento da segurança pública em Minas Gerais tomou novas proporções nesta semana. O prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luiz Eduardo Falcão, acompanhado da deputada estadual Lud Falcão, manifestou publicamente sua discordância em relação a declarações recentes do vice-governador Matheus Simões. O ponto de fricção reside na avaliação do apoio que as prefeituras prestam à Polícia Civil e Militar e no custo real desse suporte para os cofres municipais.
Divergência sobre Parcerias e Custos
O impasse teve início após o vice-governador Matheus Simões minimizar a participação municipal em convênios de segurança, utilizando o termo “estagiários” para se referir ao apoio administrativo cedido pelas prefeituras. Em resposta, o prefeito de Patos de Minas detalhou que o município investe cerca de R$ 7 milhões anuais para suprir lacunas que seriam de responsabilidade do Estado, como o pagamento de aluguéis de delegacias, contas de consumo e a cessão de servidores.
Simões, por sua vez, sinalizou a intenção do Governo de Minas de encerrar tais convênios e assumir diretamente a gestão total, alegando que o Estado possui recursos e pessoal para tal transição. A prefeitura de Patos de Minas, contudo, foi notificada sobre o encerramento da parceria e o prazo para a retirada de seus servidores das unidades policiais.
O Posicionamento da Deputada Lud Falcão
A deputada estadual Lud Falcão também se pronunciou, focando sua crítica na forma como o diálogo institucional tem sido conduzido. A parlamentar relatou descontentamento com o tom utilizado pelo vice-governador em comunicações diretas, classificando a postura como pouco diplomática e verticalizada. Lud Falcão defendeu que o interior de Minas Gerais precisa de uma relação de mútua cooperação com a capital, e não de imposições que ignorem o histórico de auxílio das prefeituras.