Investigação aponta que o ônibus trafegava a 110 km/h em trecho de 80 km/h; motorista estava com curso de transporte vencido.

O grave acidente que chocou Patrocínio e região no início de janeiro, nas proximidades do Café Patense, teve suas causas reveladas pelo laudo da Polícia Rodoviária Federal (PRF). De acordo com odivulgado pelo Paranaíba Mais, o excesso de velocidade somado à pista molhada foram os fatores determinantes para o capotamento do ônibus que seguia de Salvador (BA) para Uberlândia (MG). O veículo trafegava a 110 km/h em um trecho sinalizado para o máximo de 80 km/h.
Velocidade e Negligência no Volante
A análise do cronotacógrafo (equipamento que registra a velocidade e tempo de condução) foi crucial para desvendar a dinâmica do sinistro. No momento do capotamento, às 10h20, a velocidade registrada era 30 km/h acima do limite da via. O impacto das 110 km/h, sob chuva e pista escorregadia, impossibilitou qualquer manobra corretiva por parte do condutor, levando o ônibus a sair da pista e colidir contra árvores de eucalipto.
Irregularidades Documentais
Além da imprudência no tráfego, a PRF apontou falhas graves na documentação:
- Habilitação Técnica: O motorista estava com o curso obrigatório para transporte coletivo de passageiros vencido.
- Transporte Irregular: O veículo não possuía a Licença de Viagem exigida pela ANTT, o que configura transporte não autorizado para aquele trajeto.
- Consequências: Foi registrado boletim de ocorrência por homicídio culposo, e a Polícia Civil deve concluir o inquérito criminal nos próximos 30 dias.
Relembre o Caso
A tragédia ocorreu no km 378 da BR-365 e mobilizou dezenas de socorristas do Corpo de Bombeiros e do SAMU. Ao todo, 52 pessoas foram atingidas; seis perderam a vida e 46 ficaram feridas. Os passageiros retornavam de uma excursão no feriado de início de ano.